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sábado, 26 de outubro de 2013

Aqueles momentos só nossos #1


A B. está novamente naquela fase de extrema carência como teve até pouco antes da irmã nascer.
Só quer mãe, tem dias que não quer pai, nem vê-lo, nem lhe pode tocar e não me pode perder de vista.

É bom...mas é extremamente cansativo! Leva o tempo todo pendurada nas minhas pernas, impa que me tira do sério, não me deixa fazer nada...mas nem tudo é mau. E são nestas alturas que temos os melhores diálogos entre mãe e filha e que me enchem o coração.

Destes diálogos surpreende-me sempre com as suas palavras e dou por mim a pensar onde é que ela aprendeu aquilo, em como ela está crescida.

Ontem foi assim...
Enquanto o jantar aquecia, ela estava no meu colo pus-me na brincadeira a pedir beijinhos, agora está na fase que não quer dar beijinhos, então finjo que começo a chorar...
Eu - Dá-me um beijinho
B - Não!
Eu - hun! hun! A mãe chora!
B - BEIJINHO MÃE! (dá-me um beijinho) A mãe tá canteeeente.
(continuo a fazer beicinho)
B - Não chola mãe
(dá-me mais um beijinho e põe as duas mãos na minha cara e diz...),
B - Pronto já passou.
E desatamos-nos a duas a rir...

No outro dia...
Enquanto a adormecia, ela virada para um lado e eu quase dormir em cima da grade da cama, começa-me a abanar o braço e a chamar-me...por uns momentos fingi que dormia a ver se ela dormia também (tem sido uma guerra para dormir ultimamente), mas ela continuava a abanar o braço e a chamar por mim...
B - Mãeeeee...
Eu - Que foi B?
B - Góto da mãe!
Quase me desmanchava em lágrimas...foi o primeiro gosto de ti, dito á maneira dela, mas foi tão sentido que só me apetecia parar aquele momento no tempo!

É engraçado como há um ano e tal, sentia-me triste por ela não me ligar, não sentir a minha falta e a cumplicidade que temos agora, que sinceramente não pensei que viéssemos a ter, pensei que fosse dela ser assim desligada, que não era mau de um todo, pois ela sempre foi muito independente. Ainda hoje continua a sê-lo mas agora a mamã tem de estar sempre por perto e é tão bom, adoro que ela me esteja sempre a apaparicar, adoro os nossos momentos de brincadeira em que mais nada importa, e são nossos só nossos, que ela não permita mais ninguém entrar no jogo, somos só nós as duas. Adoro que ela voa para os meus braços, ri muito, ri alto, grita de alegria e já cansada deita-se ao meu lado e olhos nos olhos me faz festinhas na cara e aninha-se debaixo do meu pescoço, me pede beijinhos e abraços. Está a crescer tão rápido!

2 comentários:

  1. Que fofura! Tão meiguinha!
    O Ricardo mal fala, então dizer uma frase dessas nem está lá perto... mas é muito fofinho e meiguinho.
    Bjs ;)

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  2. Oh tão bom :) Tou ansiosa de ter esses momentos com a minha princesa *-*

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